Parauapebas
CPI da Mineração de Parauapebas terá reunião decisiva com a Vale em Brasília
Na próxima quarta-feira (17 de setembro), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração da Câmara Municipal de Parauapebas se reunirá em Brasília com a diretoria da mineradora Vale. O encontro é considerado decisivo para tratar sobre os repasses da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), recurso essencial para equilibrar as contas do município.
Continuidade do diálogo
Criada em maio de 2025, a CPI é presidida pelo vereador Alex Ohana (PDT) e conta ainda com os parlamentares Michel Carteiro (PV), Tito do MST (PT), Érica Ribeiro (PSDB) e Sadisvan Pereira (PRD). A comissão tem como missão investigar os impactos sociais e ambientais da mineração e avaliar a regularidade da arrecadação da CFEM.
A Vale, principal responsável pelos maiores passivos da compensação financeira, foi a primeira empresa a ser chamada para as apurações. Na semana passada, uma rodada inicial de conversas ocorreu entre vereadores, representantes jurídicos da mineradora e integrantes da Procuradoria Fiscal do Município.
Para o presidente da CPI, o diálogo aberto foi um avanço.
“Estamos confiantes de que vamos alcançar um entendimento que garanta à cidade o que lhe é de direito. Queremos construir um acordo pacífico e responsável, para que ainda este ano possamos ver esse recurso chegando ao município”, afirmou Alex Ohana.
Expectativa de reforço no orçamento
Com a arrecadação municipal em retração, a chegada desses recursos representa esperança de alívio financeiro para Parauapebas. O valor em discussão ainda não foi divulgado, mas a expectativa é de que seja suficiente para viabilizar novos investimentos em áreas prioritárias.
Ohana ressalta, porém, que o trabalho da CPI vai além da busca por recursos imediatos:
“Estamos discutindo o futuro do município. É preciso diversificar a economia e garantir compensações duradouras. Entre os pontos em pauta, está a consolidação de Parauapebas como cidade universitária, com a instalação da reitoria da Unifesspa, uma reivindicação histórica e estratégica para o desenvolvimento regional”, destacou.
Três frentes de investigação
As apurações da CPI estão divididas em três eixos principais:
- Revisão do cálculo da CFEM;
- Análise dos impactos socioeconômicos da mineração;
- Levantamento dos impactos sociais no município.
Segundo Ohana, todas as mineradoras que atuam em Parauapebas serão investigadas:
“Nosso compromisso é entregar resultados concretos, que garantam justiça, sustentabilidade e perspectivas de futuro para a cidade.”
Origem da CPI
A Comissão foi criada a partir do Requerimento nº 90/2025, de autoria do vereador Alex Ohana e subscrito por outros sete parlamentares. Aprovada em sessão no dia 5 de maio, teve seus membros nomeados no dia 13 de maio, por meio do Ato da Presidência nº 14/2025.
Olhar para o futuro
A reunião em Brasília é aguardada com expectativa pela população e pelas autoridades locais. O desfecho das negociações com a Vale poderá não apenas reforçar o caixa da Prefeitura, mas também abrir caminho para novos projetos de desenvolvimento sustentável em Parauapebas.