Pará
Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, é condenado a 30 anos por abusar das próprias filhas
A Justiça do Pará proferiu, nesta sexta-feira (27), uma decisão de primeira instância que condena o cantor paraense Bruno Mafra, conhecido por sua atuação no tecnobrega com a banda “Bruno e Trio”, por crimes de abuso sexual contra as próprias filhas. A sentença ainda cabe recurso.
De acordo com os autos do processo, as denúncias vieram à tona em 2019, quando as vítimas, já na fase adulta, relataram episódios de abusos sofridos durante a infância. Os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2011, em Belém, período em que as vítimas tinham menos de 14 anos.
Segundo o Ministério Público, os atos ocorreram de forma reiterada e em diferentes ambientes, incluindo a residência da família e também no interior de um veículo. A acusação aponta que os abusos aconteceram ao longo de vários anos.
Na decisão, a Justiça entendeu que há provas suficientes de autoria e materialidade, com destaque para os depoimentos das vítimas, considerados consistentes, coerentes e detalhados durante toda a investigação.
Em manifestação, a defesa do cantor, representada pelo escritório Filipe Silveira, informou que a decisão não é definitiva e que irá recorrer. Em nota, a defesa afirma que existem possíveis violações ao devido processo legal, o que, segundo os advogados, pode comprometer a validade dos atos processuais e da própria sentença.
O caso segue em tramitação e deve avançar para as próximas etapas no âmbito judicial.