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Saúde

Governadora Hana Ghassan acompanha reta final das obras do Materno-Infantil de Santarém

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Nesta terça-feira (7), a governadora do Pará, Hana Ghassan, acompanhada de equipe do Executivo estadual, visitou as obras do Hospital Materno-Infantil de Santarém, no Baixo Amazonas. A unidade tem 90% das obras concluídas e previsão de entrega para o mês de junho deste ano, ampliando a rede assistencial materno-infantil no Pará, com atendimento de média e alta complexidade, neonatal e pediátrico.  

Segundo a governadora do Pará, Hana Ghassan, o cronograma da obra está dentro do prazo, com 90% de conclusão e em fase final de acabamentos, para que os equipamentos sejam instalados e a unidade seja entregue à população. 

“É muito bom ver uma obra que é um sonho aqui de Santarém e toda a região se tornando realidade. E a gente sabe o quanto a saúde é importante. Hoje, no Dia Mundial da Saúde, estar aqui visitando esse hospital, que ganhou vida e está em fase final de acabamento, é muito bom para todos nós que sabemos que a saúde é um bem essencial. O materno vai atender às mães, demonstrando um cuidado com a saúde materna, pois nós temos esse desafio de melhorar as taxas de mortalidade materna e infantil, e esse espaço é construído também para cumprir essa meta. São cinco hospitais que estão sendo erguidos no Estado, dois já foram entregues, em Ananindeua e Marabá, enquanto  três estão sendo construídos, aqui em Santarém, Altamira e em Breves também. Portanto, estamos cuidando da saúde materna, especialmente das mães, pois sabemos que quando a gente cuida de uma mãe, transforma a família toda”, disse Hana Ghassan. 

Estrutura 

A obra está orçada em R$ 71 milhões de reais e será um moderno complexo hospitalar, com área construída de 8.046,96 m² e capacidade para 121 leitos, distribuídos em cinco pavimentos. A estrutura contará com 36 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 85 de enfermaria, além de banco de leite, ambulatório com nove consultórios (incluindo odontologia), agência transfusional, urgência e emergência obstétrica e pediátrica e bloco cirúrgico com três salas cirúrgicas e uma sala exclusiva para cesáreas. 

Também estão previstas oito salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP), quatro salas de recuperação pós-anestésica (RPA) e quatro salas de indução.

A estrutura também oferece assistência à saúde, com serviços especializados no  diagnóstico por imagem, com ultrassonografia, eletroencefalograma, eletrocardiograma, raio-x, ecocardiograma. A prestação de serviços será exclusivamente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo seus princípios e democratizando o acesso à medicina especializada.

“Estamos vistoriando, mais uma vez, o andamento da obra do materno-infantil que segue avançado para a fase final. O nosso objetivo é acompanhar de perto, verificar o estágio atual e planejar as próximas etapas para a entrega ainda este semestre. Assim que a fase de engenharia for concluída, iniciaremos a instalação dos equipamentos para que a unidade comece a operar, ampliando a rede de média e alta complexidade e o suporte neonatal e pediátrico no estado”, explicou o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado.

A assistente Maria Vânia Alves Rodrigues, que está trabalhando na obra do Materno-Infantil, falou da satisfação em contribuir com uma realização que trará muitos benefícios para as populações do Baixo Amazonas. “Eu chego aqui às 7 da manhã e saio às 17 horas, buscando oferecer o melhor do meu serviço. Quando me falaram sobre trabalhar aqui eu achei ótimo, até porque trabalhar no hospital vai trazer muitos benefícios para outras mulheres também, assim como eu. E eu também pensei no futuro também. Quem tem filhas mulheres que poderão ser atendidas aqui. Eu já penso no meu neto que vai nascer e pode ser aqui,  com profissionais qualificados, com um bom atendimento e quando ele estiver grande vou dizer que eu trabalhei aqui. Tive parte na construção para o bem-estar dos bebês e para que ele nascesse bem, que as minhas próximas gerações possam passar por aqui, ter um bom atendimento. E aqui eu tenho certeza que muitas mulheres, assim como eu, vão ter um atendimento adequado”, frisou. 

Rede Alyne

O hospital contará com a Rede Alyne, uma iniciativa do governo federal, instituída em setembro de 2024, que atualiza e substitui a Rede Cegonha para promover um modelo de cuidado humanizado e integral à saúde da gestante e da criança no SUS. Focada na redução da mortalidade materna e infantil, a rede busca diminuir em 25% as mortes maternas gerais e em 50% as de mulheres negras até 2027, com investimentos federais reforçados.

Rede Materno-Infantil 

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), entregou dois Hospitais Materno-Infantis no mês de março, o Materno Anita Gerosa em Ananindeua, e o Regional Materno-Infantil de Marabá. 

O Estado segue com outras unidades em andamento em Breves e Altamira, além desta em Santarém, totalizando cinco hospitais que ampliam a rede materna no Estado.

Canaã do Carajás

Parauapebas e Canaã dos Carajás registram mais de 31 mil casos de diarreia em 2025; Águas do Pará investe em saneamento para prevenir doenças

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O saneamento básico e a qualidade da água consumida têm impacto direto na saúde pública. Diversas doenças, como a diarreia, estão ligadas ao consumo de água sem tratamento. Só em 2025, de acordo com dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, do Ministério da Saúde, o Pará registrou mais de 300 mil casos da doença. Em Canaã dos Carajás e Parauapebas, foram contabilizadas 15.519 e 15.767 ocorrências, respectivamente.

Uma das estratégias para enfrentar esse cenário é ampliar o abastecimento de água tratada e conscientizar a população sobre os riscos do consumo de água bruta, proveniente de fontes sem controle técnico. “As águas subterrâneas, como as de poços, estão muito vulneráveis à contaminação. O mesmo solo que reserva a água pode permitir a infiltração de poluentes. Por isso, embora um poço raso seja de fácil acesso, ele pode ser facilmente contaminado”, observa o professor Valdinei Alves da Silva, do IFPA.

Água de qualidade

A Águas do Pará garante a segurança da água de várias formas, e uma delas é por meio da cloração. Esse é um dos principais mecanismos de limpeza: uma quantidade de cloro, rigorosamente monitorada e segura para a saúde, é colocada na água dos poços e nos sistemas de tratamento para melhorar a qualidade da água. O cloro funciona como um protetor, eliminando o que faz mal e fazendo com que a água continue limpa mesmo enquanto atravessa os canos da cidade até chegar na torneira de casa. Não há perigo para a saúde.

“O tratamento da água é essencial para prevenir doenças. Toda a água distribuída pela Águas do Pará passa por análises diárias e segue padrões rígidos do Ministério da Saúde, garantindo que chegue potável e segura aos moradores. Já a água sem tratamento, mesmo parecendo limpa, tem risco de contaminação”, destaca Vilmar Pereira, gerente executivo de Operações da Águas do Pará.

Nos últimos meses, uma série de melhorias no abastecimento de água vem sendo executada em Canaã dos Carajás para ampliar a segurança e a qualidade da água que chega às torneiras dos moradores. Entre as ações de maior destaque está a reforma do poço do bairro dos Maranhenses, que aumentou a vazão de 3 mil para 18 mil litros por hora, garantindo maior pressão e reduzindo a dependência de caminhões-pipa para cerca de 3.200 moradores. Além disso, dez poços passaram recentemente por reforma completa, utilizando câmeras de inspeção para identificar desgastes internos e corrigir falhas, garantindo maior eficiência e regularidade na captação de água. A perfuração de dois novos poços tubulares profundos, que devem acrescentar até 720 mil litros de água por dia ao sistema, beneficiará diretamente 15 mil moradores de cinco bairros.

Além disso, a concessionária instalou cloradores nas Unidades de Tratamento Simplificado (UTSs) no município, reforçando a etapa de desinfecção da água subterrânea antes da distribuição. Os equipamentos foram implantados em 17 bairros e garantem a eliminação de microrganismos, assegurando que a água atenda aos padrões de potabilidade exigidos por lei.

Em Parauapebas, melhorias no sistema de abastecimento também vêm sendo realizadas, incluindo a implantação do sistema de cloração na Estação de Tratamento de Água (ETA) Tropical e em reservatórios alimentados por poços, reforçando o controle microbiológico em diferentes pontos da rede. Poços estratégicos, como os do Nova Carajás e Vila Nova, foram reativados e reformados, aumentando significativamente a oferta de água para as regiões atendidas, enquanto a limpeza de dez poços tubulares contribuiu para melhorar a eficiência do sistema de captação. A manutenção dos oito principais reservatórios da cidade, realizada em março com apoio de mergulhadores profissionais, permitiu remover sedimentos e realizar inspeções detalhadas, sem impacto à população, garantindo a qualidade da água distribuída.

Essas ações fortalecem o abastecimento, ampliam o acesso à água tratada e ajudam a prevenir doenças relacionadas ao consumo de água não potável.

Investimentos

O abastecimento de água com qualidade e regularidade para a população é um dos principais objetivos dos investimentos que o Pará tem recebido para o saneamento básico. A assinatura do novo contrato de concessão para os serviços de água e esgoto, que culminou na criação da Águas do Pará, vai permitir que 126 cidades paraenses passem a contar com distribuição de água tratada e coleta e tratamento de esgoto. O objetivo é universalizar o serviço para a população da Região Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Hoje, 96 cidades já são atendidas pela concessionária, incluindo a capital, Belém.

Com a nova gestão do saneamento nesses municípios e os investimentos e melhorias previstos em infraestrutura e serviços, a tendência é de queda nas doenças de veiculação hídrica. Com o abastecimento adequado, os moradores têm acesso a uma água que passou por várias etapas de tratamento, como filtração, desinfecção e controle de qualidade, que eliminam os agentes causadores das doenças de veiculação hídrica e garantem o consumo sem prejuízos à saúde.

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Marabá

Governadora Hana Ghassan visita hospital materno-infantil e acompanha atendimentos em Marabá

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A governadora do Pará, Hana Ghassan, esteve em Marabá na última sexta-feira (10) para acompanhar de perto o início dos atendimentos no novo Hospital Regional Materno-Infantil “Dr. Nagib Mutran”, entregue à população no dia 31 de março. A visita marca a primeira semana dela à frente do governo e reforça o acompanhamento direto das ações na área da saúde.

Mesmo em fase inicial de funcionamento, a unidade já realizou 701 consultas e exames, ampliando o acesso aos serviços de saúde para mulheres e crianças das regiões de Carajás e do Lago de Tucuruí. Durante a visita, a governadora destacou a importância de não apenas entregar a estrutura, mas também acompanhar de perto a qualidade do atendimento oferecido à população.

Atualmente, o hospital está operando com atendimentos em ginecologia, obstetrícia, urologia e pediatria, além de oferecer serviços de diagnóstico, como exames laboratoriais e de imagem. A proposta é ampliar gradativamente os serviços até que a unidade esteja funcionando em sua totalidade.

Pacientes que já passaram pela nova unidade elogiaram tanto a estrutura quanto o atendimento. Moradora de Marabá, Eloise de Moura levou a filha para uma consulta de retorno e destacou a agilidade e a qualidade do serviço. Já Maria Auricélia Teixeira, que saiu de Itupiranga para atendimento ginecológico, também aprovou a experiência e ressaltou a importância do hospital para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, o hospital chega para ser referência no atendimento materno-infantil na região sudeste do Pará. A unidade contará, quando totalmente concluída, com estrutura completa, incluindo UTIs adulto, neonatal e pediátrica, além de suporte especializado para gestantes e recém-nascidos.

Com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, o hospital terá 135 leitos, centro cirúrgico, centro obstétrico, banco de leite humano, pronto atendimento e espaço para o projeto Mãe Canguru, entre outros serviços. A expectativa é que a unidade beneficie diretamente moradores de 22 municípios, consolidando Marabá como um importante polo de saúde na região.

Fotos: Rodrigo Pinheiro / Ag. Pará

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Destaque

Hana Ghassan visita primeiro bebê nascido no novo Hospital Materno-Infantil Anita Gerosa

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Menos de 24 horas após retomar os atendimentos, o Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, em Ananindeua, registrou o nascimento do primeiro bebê na unidade. O parto aconteceu na madrugada de sexta-feira (3).

A pequena Ayla Vitória Pereira da Silva nasceu saudável e trouxe alívio e felicidade para a mãe, Camila Maciel, de 21 anos, moradora de Marituba. Em seu primeiro parto, Camila destacou o acolhimento recebido pela equipe do hospital desde a chegada. Segundo ela, o atendimento foi essencial para reduzir o nervosismo e garantir tranquilidade durante todo o processo.

A unidade havia sido fechada pela Prefeitura de Ananindeua em 2025 e voltou a funcionar nesta semana sob responsabilidade do Governo do Estado. A reabertura marca uma nova fase no atendimento materno-infantil na região.

Durante a sexta-feira, a governadora Hana Ghassan visitou o hospital ao lado do secretário de Saúde, Ualame Machado, e acompanhou de perto o atendimento prestado à mãe e à recém-nascida. A gestora destacou a importância da retomada dos serviços e afirmou que o Estado pretende ampliar a rede com a entrega de novas unidades até o fim do ano.

Com estrutura ampliada, o hospital oferece atendimento a gestantes de alto risco, puérperas e recém-nascidos, funcionando 24 horas com serviços de urgência e emergência. Ao todo, a unidade conta com 62 leitos, incluindo UTIs adulto e neonatal.

O primeiro parto foi conduzido pela enfermeira obstétrica Ivonildes Picanço, que ressaltou o simbolismo do momento como o início de um novo ciclo de atendimento, pautado na humanização e no cuidado com as pacientes. A equipe utilizou métodos que priorizam o conforto da gestante e práticas voltadas à segurança do parto.

Após o nascimento, Camila optou pela inserção do DIU de cobre, método contraceptivo disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que garante maior autonomia no planejamento familiar.

A reabertura do hospital representa um reforço importante na assistência à saúde de mães e bebês na Região Metropolitana de Belém.

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Destaques